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Câmara de Batatais teve a sessão mais quente dos últimos tempos

Quem pensava que a Sessão Ordinária da Câmara Municipal destra semana contaria apenas com os Requerimentos corriqueiros, reclamações pelo excesso de buracos na Cidade e alguns elogios eventuais, se enganou profundamente.
A última sessão legislativa teve um atípico episódio. Em meio à apresentação de um Requerimento de autoria da Vereadora Andresa Furini, ouviu-se uma grande confusão. A sessão foi imediatamente suspensa pelo Presidente Wladimir Menezes e, ao averiguarem o que estava acontecendo, constataram que um Policial, fora de serviço, havia agredido um Jornalista da Cidade de Altinópolis dentro do prédio da Câmara, próximo à entrada.
O tumulto ocorreu porque o Policial, que é casado com uma Secretária de Governo de Batatais, alega que o Jornalista vem perseguindo politicamente a sua esposa já há algum tempo.

O Requerimento
O Requerimento que acirrou os ânimos solicitava informações sobre um Médico da Rede Pública Municipal de Batatais, que foi Prefeito em Altinópolis, o Marco Ernani Hyssa Luiz (Nanão).
Segundo as denúncias que foram apresentadas, o ex-Prefeito de Altinópolis não poderia estar trabalhando em Batatais, uma vez que o concurso que prestou para ingressar no cargo foi feito no ano de 1990 e, pouco mais de um ano depois, ele solicitou afastamento do cargo.
Reiterados afastamentos depois, Nanão só voltou a trabalhar agora, segundo os denunciantes.
Ocorre que há um limite de quatro anos (dois anos prorrogáveis por mais dois) para afastamentos e, assim sendo, os denunciantes entendem que Nanão já não poderia mais estar no quadro de servidores da Prefeitura Municipal de Batatais. Para além disso, alguns denunciantes também falam de pagamentos indevidos, feitos enquanto o ex-Prefeito estava afastado, feitos pela Prefeitura Municipal de Batatais.
Diante de todas estas denúncias, a Vereadora Andresa Furini apresentou Requerimento solicitando explicações a fim de saber se todas as informações fornecidas são ou não verdadeiras.
Até aqui, um procedimento bem corriqueiro, entretanto, ao tratar sobre as denúncias, o Jornalista, vítima das agressões, utilizou a palavra livre na Câmara para fazer denúncias sobre a Secretária Municipal, esposa do agressor, assunto que, segundo os Vereadores, não era tema do Requerimento.

A Briga
Alguns parlamentares, mesmo antes da apresentação do Requerimento, alegaram que sentiram que a presença do agressor no local era para pressioná-los.
Entretanto, foi só após a fala do Jornalista (foto abaixo) que o clima ficou mais quente.
A Vereadora (foto à direita) depois usou a palavra e fez suas alegações sobre o Requerimento e, poucos segundos depois, quando o Jornalista ia saindo do prédio da Câmara Municipal, o Policial começou a agredí-lo.
Contida a briga por pessoas próximas ao local, o agressor foi embora.

Conclusão
Após o ocorrido (por volta das 17h15), a vítima e as testemunhas ficaram até às 21 horas no Plantão Policial realizando o Boletim de Ocorrência.
Foi lavrado Boletim de Ocorrência de Vias de Fato e Ameaça, pois o Jornalista afirma que foi ameaçado pelo Policial.
Sobre a conduta do Policial, que não está locado no Município de Batatais, a Capitã Cláudia da Polícia Militar alegou que investigará o ocorrido e tomará todas as providências cabíveis.