Rodapé Literário - Juscelino Pernambuco

Meu novo livro

Com grande satisfação anuncio que estou lançando um novo livro cujo título é Diálogos com a gramática, leitura e escrita. Neste Rodapé de hoje, trago para você o Prefácio para você começar a conhecer esse trabalho do qual você também, que me acompanha nas páginas de O Jornal, é também parceiro.
Língua e literatura entre gramática e estilística
Sheila Vieira de Camargo Grillo

Os textos que compõem este livro foram originalmente produzidos para uma coluna semanal de O Jornal da Estância Turística de Batatais, entre 22.01.2011 e 20.03.2015, pelo professor, pesquisador, escritor literário e estudioso da língua e da literatura Juscelino Pernambuco, com quem tenho o prazer de conviver no grupo de pesquisa de “Estudos Bakhtinianos” da Associação Nacional de Programas de Pós-Graduação em Letras e Linguística (ANPOLL).
As crônicas linguístico-literárias de Juscelino transitam com bom humor e sutileza por variados temas concernentes à gramática, estilística, literatura, variação linguística, análise de gêneros não-literários de esferas constituídas da atividade humana (jurídica, jornalística, política etc) e também da ideologia do cotidiano (conversas informais, dizeres populares, piadas etc.), que, a meu ver, articulam-se em torno de quatro eixos orientadores.
O primeiro deles é a assunção da necessária conexão entre gramática e estilística, seja na atividade de leitura e produção textual de escritores experientes, seja na metodologia do ensino de língua e literatura, pois, segundo Juscelino na crônica “A boa escrita”, “Saber uma língua é dominar as diferentes possibilidades de uso do seu vocabulário e dos seus recursos gramaticais.”.
O segundo eixo é o posicionamento ético de Juscelino professor sobre a finalidade do ensino de língua e literatura, expresso na crônica “Literatura, aula e vida”: “Antes de servir para a instrução, a aula tem de ser um caminho para a formação do ser humano. O sentido de qualquer disciplina de estudos está nos valores que ela transmite para o acontecimento do existir humano, muito mais do que no conteúdo que se ensina.” Essa defesa de valores humanistas está presente, por exemplo, na crônica “A linguagem e a etiqueta”, em que Juscelino reflete sobre como os usos da linguagem são importantes para construir relações sociais mais humanas, cordiais e respeitosas.
Um terceiro eixo é a fixação da norma padrão, aquela presente nos instrumentos linguísticos (sobretudo gramáticas e dicionários) de uma comunidade, por meio da observação de usos desviantes da norma e da exposição da regra gramatical. Essa fixação, no entanto, não é absoluta e imutável, mas está sujeita às transformações históricas de uma língua, como o próprio professor Juscelino defende na crônica “Cuidados com a língua”: “A língua não pode servir de instrumento de opressão ou de humilhação. Ela existe para promover o bem estar social, a boa convivência entre os homens, o amor e a paz. O falar certo e o falar errado dependem de avaliação social. O que ontem foi considerado certo na gramática é, muitas vezes, hoje considerado erro.” Vemos que o compromisso ético do professor e pesquisador Juscelino a respeito do ensino de língua e literatura é promover o pleno desenvolvimento do ser humano em uma sociedade pautada pela igualdade e justiça social, valores que estão presentes nos usos e nas concepções de língua e literatura.
O quarto grande eixo é o trabalho com textos literários em prosa e poesia, de escritores clássicos e contemporâneos, tudo isso articulado a uma visão indissociável entre vida e arte: “A literatura tem também uma função decididamente conscientizadora. Quem lê, acaba aprendendo a ver melhor o mundo e a vida humana na terra.” (da crônica “Literatura, vida e sonhos”)
Caso você deseje adquiri-lo, com minha dedicatória, pode entrar em contato comigo mesmo ou aguardar notícias sobre um lançamento público que estou programando para estes dias.
Até a próxima.