Recado com Endereço Certo - Julio Bianco

Recado Com Endereço Certo – 02-12-2017

Fim de casamento…
Um abraço pros queridos, iludidos e enganados leitores da calúnia, digo, coluna.
Quem será que o PSDB acha que vai enganar, hem? Depois de virar concubina do PMDeiBem, agora anunciou que o sapeca iaiá entre os dois acabou, ah-ah!
Finalmente perceberam que o Temer se tornou um caixão difícil de carregar, mas agora é tarde, tá todo mundo careca de saber que os tucanos se venderam em troca de cargos, metade dos Deputados tucanos votaram pela permanência do Temer, agora não dá pra fingir que erraram…

Alckmin, aquele que tem tanto carisma quanto uma pedra de gelo quer ser candidato a Presidente, aceitou presidir o Diretório Nacional dos tucanos, mas daí a conseguir votos pra vencer a eleição presidencial a conversa é outra.
Ao ficar abraçados ao PMDeiBem os tucanos perderam espaço e deixaram a eleição polarizar entre Lula e Bolsonaro, se um fato novo não acontecer, e esse fato novo não vem do ninho tucano, e se Lula for candidato, ele e Bolsonaro tem tudo pra ir pro segundo turno, e mais uma vez os tucanos ficarão lamentando o incrível erro tático cometido.
Incrível, o PSDB nasceu pra ser a diferença, mas começou a definhar quando se tornou mais do mesmo. Ainda vencerá eleições em São Paulo, ainda é o último reduto quase garantido dos tucanos, os outros partidos não têm lideranças fortes em São Paulo, mas nos outros Estados tudo é incerto, pode ou não conseguir bom resultado, mas o Diretório Nacional do partido já trabalha com a perda de uns 25% das cadeiras no Congresso Nacional.

…E POR FALAR EM Congresso Nacional, ‘maracutaias’ made in Supremo, mais precisamente no Ministro Dias Tofoli, adiaram restrições ao famigerado Foro Privilegiado.
O povo não percebe, pois gosta de ser cego, mas Ministros do STF indicados pelos PeTelhos (Tofoli) e pelos tucanos (Gilmar Mendes e Alexandre Moraes) estão fazendo de tudo pra livrar a cara do Lula e do Temer.
Quando sabem que vão perder nos votos, pedem vistas, e aí adiam a decisão pra só Deus sabe quando.
Lamentavelmente a coisa ‘lá em cima’ apodreceu de vez… Mal tomou posse como Diretor da Polícia Federal o marionete de plantão declarou que uma mala cheia de dinheiro (endereçada a Temer) não prova nada… Uma declaração absurda como essa vai de encontro a toda investigação da própria Polícia Federal, ou seja, é o Chefe chamando seus funcionários de mentirosos…
Já imaginaram se isso estivesse acontecendo no Governo da Dilma? Nossa, os ‘cidadãos’ e ‘patriotas’ estariam de plantão nas ruas, uma manifestação atrás da outra, mas agora são OS NOSSOS CORRUPTOS que estão no poder, então deixa rolar…

…E POR FALAR EM rolar, rolou pelas redes sociais uma série de ofensas racistas feitas pela dita socialite Day MacCarthy,


a respeito da filha adotiva do ator Bruno Gagliasso.
A garotinha, negra, foi vitima do destempero calunioso e preconceituoso da tal socialite brasileira, que mora no Canadá e é famosa por suas polêmicas nas redes sociais.
O episódio ‘viralizou’, como dizem, e provou reações imediatas, repudiando a atitude…
Pois bem, esse lamentável episódio novamente coloca em cheque a censura nos meios de comunicação. Eu, particularmente, sou contra qualquer tipo de censura, ao mesmo tempo entendo que pra tudo existem limites.
Infelizmente a mídia eletrônica, no caso o Facebook, continua um mundo sem lei, não existe controle sobre as postagens, e nem sei como isso poderia ser feito, o que sei é que se alguma coisa não for feita episódios assim passarão a ser corriqueiros, e como o costume cega a indignação, logo absurdos como esses serão considerados normais.
Sei de casos em que pessoas foram acionadas na Justiça, mas como a Justiça tem a velocidade de uma tartaruga, enquanto nada de concreto acontece, as postagens continuam sendo mostradas, e a administração do Face sabe que é mais poderosa que os Governos, principalmente em Países onde os Governantes não têm moral pra nada, vivemos à mercê de gente mal intencionada e até desiquilibrada.
Ano que vem teremos eleições gerais, imagino o que não será postado nas redes sociais, os candidatos contratam equipes especializadas para tumultuar, e corremos o risco de grandiosas mentiras se transformarem em absurdas verdades.
Repito, não sei como gerenciar isso, mas sei que alguma coisa precisa ser feita…

…E POR FALAR EM fazer, há 11 meses e dois dias uma nova Administração Municipal teve início, repleta de promessas e sonhos… Pois bem, 11 meses se passaram e até agora nada foi feito, aliás, pros que diziam que as coisas estavam ruins, a certeza que muito do que estava ruim piorou.
Juro de pés juntos que gostaria de estar aqui citando ações, obras, realizações, afinal de contas moro aqui, aqui ganho o pão mofado de cada dia, e se a Administração vai mal, acaba sobrando pra todos.
Todos sabem que não morro de amores pelo ilustre alcaide, mas eu era um dos que achava que ele sabia o caminho das pedras, agora, depois desses lamentáveis 11 meses de Governo sou obrigado a aceitar que vivemos sob uma Administração ‘arroz com feijão’, que precisou de meses para atacar a buracaiada da Cidade e até hoje não conseguiu tapear, digo, tapar metade deles.
Pior que isso é a falta de prestígio político que fica patente cada vez que visito outras Cidades. Se antes o nome Batatais causava respeito, hoje virou motivo de risadinhas disfarçadas, e isso dói, principalmente quando se é obrigado a reconhecer que as risadinhas têm razão de ser.
Se na Administração Eduardo havia boa convivência entre Executivo e Legislativo, pelo menos até o final do segundo ano de mandato isso era um fato, hoje o que se vê é um imenso distanciamento entre esses dois poderes, prova disso foi o imbróglio do Feriado da Consciência Negra que poderia ter sido resolvido com bom entendimento.
Mesmo não apostando nem metade das minhas fichas, desejo que esse quadro mude, e que nos seus três anos de mandato que restam o Prefeito diga a que veio.

…E POR FALAR EM vir, fomos fondo, fondo, fondo, e de repente Dezembro chegou… Incrível, um ano se foi assim, no estalar dos dedos… Quanta coisa boa e ruim aconteceu, esperanças que se desesperançaram, sonhos que se tornaram pesadelos, expectativas que se frustraram… Mesmo assim vamos indo, seguindo sempre.
Quantas e quantas vezes ouvi gente dizendo que os jornais estavam morrendo, e o ano chega ao fim e O Jornal está mais forte do que quando o ano começou…
Logo estaremos de férias, mas levaremos pro ano que se aproxima a certeza que continuaremos batalhando, trupicando, escorregando, mas sempre com o prato da balança pesando mais nossos acertos que nossos erros.
Pretendo nas calúnias, digo, colunas que faltam, buscar assuntos positivos, não será fácil, reconheço, mas ainda existem pessoas que acreditam no Papai Noel, não esse de vermelho, criado pela sanha comercial, mas num Papai Noel que me dá a mão nos Natais da minha infância, quando dona Guará e ‘seu’ Juca Pindoba apagavam as luzes da casa, acendiam as velas da árvore enfeitada e uma montanha de presentes surgia, fazendo meus olhos ainda inocentes deixar correr lágrimas de alegria e felicidade.
Há cada Natal tento resgatar aquele menino de um tempo que já faz tempo…
Esse ano mais vez estarei a lado da pessoa que estarei em Fartura, árvore de Natal natural, onde vagalumes se misturam com as luzes artificiais. Ao meu lado a pessoa que o ano todo esteve comigo, mesmo não estando juntos, e que se tornou motivo para que meus Natais ganhassem o significado de antigamente…


Pois é, ‘dona’ Lia Paula, praquilo que começou pra não ser, foi sendo, sendo, sendo, e de repente se tornou tudo.
Dia 21 estou aí, vamos virar o ano juntos, de cabeça pra baixo, como sempre fazemos…

…E POR FALAR EM fazer, um projeto meu, de minha autoria, feito por mim mesmo, ah-ah!, e que já foi aplicado em duas Cidades da Região com muito sucesso, agora será implantado em Serrana, em 2018.
Trata-se do ‘SOS Prefeitura’, onde uma equipe multifuncional atende as reclamações feitas através de uma linha 0800. Nas Cidades em que o Projeto foi implantado os ‘pequenos problemas’ diminuíram quase 80%, coisas simples, que podem ser resolvidas com rapidez, com poucos custos.
Infelizmente aqui onde moro jamais quiseram pelo menos testar o Projeto, os gênios das equipes administrativas não se interessaram, e olha que aqui eu entregaria de graça, o que não acontece nas outras Cidades, afinal de contas nem relógio trabalha de graça.
Aqui infelizmente as ideias se não forem concebidas pelo astro Rei, não têm valor, por essas e meia-dúzia de três ou quatro outras coisas as Cidades da Região crescem, se desenvolvem, geram emprego e renda, enquanto aqui continuamos marcando passo, vivendo na base do ‘arroz e feijão’, reagindo ao invés de agir, remediando ao invés de solucionando.

…E POR FALAR EM solucionar, sou daqueles que entendem que as soluções devem partir do povo, pelo menos de algumas pessoas que conseguem colocar em prática Projetos, ações e até sonhos.
O ‘Movimenta Batatais’ de 2017 reforça esse pensamento, milhares de pessoas, espontaneamente participaram, felizes em saber que estavam participando de uma ação justa, e o que leva a essa participação? A credibilidade de seus idealizadores: Guilherme (Supermercados Real), César (Sicred) e Zinho (Nova Gráfica), que ao lado de uma equipe séria e honesta organizam e coordenam tudo.
Engraçado, por que pessoas assim, empreendedores, empresários, gestores de sucesso não são convidados a participar da Administração Municipal?
Será que o sucesso deles incomoda, quando a regra é ser medíocre?
Será que a transparência deles incomoda quando a regra é o ‘por debaixo dos panos”?

PÍLULAS DE SABEDORIA
01 – ‘Você é o livro/ Que eu levaria para uma ilha deserta./ Desperta, pernas, pétalas,/ Páginas abertas.
Você, você, você/ É aquela que eu queria comigo/ Quando a coisa fica preta./ Quando ficar arco-íris eu te digo.
Por você, um dia volto,/ Sim, eu volto e vou ficar tão perto/ Que você não vai saber ao certo/ Se sou eu ou sou outro que interpreto’.
02- ‘Minha vida aconteceu entre aspas e algumas ocasiões entre parênteses. Tiraram-me os verbos principais, e os substantivos ficaram cada vez mais longe. Aconteceu entre aspas e muitas vezes foi usada a reticência. Sempre entre aspas, como um guarda-chuvas de acentos circunflexos, um ponto final sempre adiado. Aconteceu entre aspas, trem de palavras correndo em linha de livros com suas rodas de letras e frases esquecidas. Acho que sou um sujeito passivo. Não há nada a comentar’.

RECADO FINAL